Título original: Only child
Autor(a): Rhiannon Navin
Ano da edição: 2019
Editora: LeYa
Gênero: Romance
Catalogação: Ficção Norte-Americana
Sinopse: Zach tem apenas seis anos. Mora com o pai, a mãe e o irmão mais velho, Andy, de dez. Está no primeiro ano da Escola Fundamental McKinley e adora carros e caminhões em geral, livros de poucas páginas, cobras e as aulas de artes. Quando uma tragédia acontece, ele ainda é muito novo para entender toda a dimensão e as consequências do que ocorreu, e a única coisa que deseja é ficar perto das pessoas e mantê-las perto dele e também umas das outras. Mas não é assim que todos estão reagindo: o pai de Zach se omite e corre de volta para o trabalho; a mãe quer justiça a qualquer custo, mesmo que ela se torne quase vingança. Com medo, sozinho e confuso, Zach tenta o impossível: reconstruir a vida como ela era antes. Aos poucos, usando os elementos do seu universo infantil - um esconderijo secreto, a lanterna do Buzz Lightyear, sua caixa de tinta amarela, os desenhos a que assiste na tevê, sua coleção de livros favorita, as brincadeiras que gostava de fazer com seu irmão e outras crianças da vizinhança -, ele nos conduz até o mundo dos adultos à sua volta e nos faz perceber o grande erro que cometemos quando dividimos o mundo entre "nós" e "eles". Emocionante e sensível, de uma inocência perspicaz que às vezes nos faz sorrir mesmo diante de uma história de dor, este livro é também de uma sabedoria genuína e inesperada que só podemos alcançar quando decidimos enxergar para além de nós mesmos. "O menino que sobreviveu" é um romance de uma atualidade assustadora e trata de um tema que, infelizmente, aparece com bastante frequência nas páginas dos jornais do mundo inteiro. Mas, pelas mãos de Zach, quase como se entrássemos na casa da árvore que existe nos livros que ele gosta de ler, viajamos da mais dura realidade para o mundo mágico, e possível, onde cada ser humano é capaz de se colocar no lugar do outro.
TRECHOS EXTRAÍDOS NA LEITURA DO LIVRO
“Tenho que continuar encarando a escuridão. Se eu ficar firme e encarar a coisa que me dá medo, tenho uma chance de dominá-la. Se eu apenas continuar me esquivando e me escondendo, ela vai me dominar”. - Mary Pope Osborne
“Cicatrizes de batalha. Todo homem tem que ter algumas. Elas mostram que você não é covarde”.
“Fiquei me perguntando se a alma da gente ainda tem o nosso rosto quando vai para o céu, porque senão como é que as pessoas que a gente ama e que já estão lá sabem que é a alma da gente e vão nos encontrar para que a gente não fique sozinho?”.
“O céu é só para a alma das pessoas boas. A alma das pessoas ruins vai para outro lugar”.
“Solitário não é o mesmo que sozinho. (...) Solitário é quando você quer estar com alguém, mas não tem ninguém com você, e essa é uma sensação ruim. Sozinho não tem que ser uma coisa ruim, porque a gente pode se sentir bem quando está sozinho”.
“Quando a gente está feliz, a gente tem vontade de rir, mas quando estamos zangados ou tristes, queremos gritar ou chorar, e quando a gente sente essas coisas juntas, ao mesmo tempo, aí não sabe o que quer fazer”.
“A arte é sempre uma expressão dos nossos sentimentos, e é uma boa maneira de lidar com eles”.
“Quando a gente está com raiva tem que usar as palavras para desabafar, e não as mãos, tipo para bater”.
“Nós nos sentimos solitários porque ficamos meio que invisíveis para as outras pessoas, e não é um invisível bom, tipo super herói, mas um invisível triste”.
“Não existem perguntas idiotas, mas isso não era verdade, porque quando você já sabe a resposta que vai receber, é meio idiota fazer a pergunta”.
“Quando ficamos solitários, é como se a gente ficasse invisível, como se as outras pessoas no mundo não vissem a gente, e olhassem através da gente”.
“Compaixão é quando a gente sente empatia e amor pelas criaturas vivas”.
“A gente pode se sentir feliz se não apensa em si mesmo, mas pensar nos outros e se importar com eles. Quando a gente tenta sentir empatia, talvez consiga entender por que as pessoas agem de determinada maneira. A gente não vê apenas o comportamento delas, mas tenta entender de onde esse comportamento está vindo”.
Texto e Imagem: Google
📚 Biblioteca Pessoal

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