O retorno


Título original: O retorno
Autor(a): Dulce Maria Cardoso
Ano da edição: 2013
Editora: Tinta da China
Gênero: Romance
Catalogação: Literatura Portuguesa
Sinopse: 1975, Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas. O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos não têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles. 1975, Lisboa. Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retornados - um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia. A adolescência torna­-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança. África sempre presente mas cada vez mais longe.
TRECHOS EXTRAÍDOS NA LEITURA DO LIVRO
“Antes de os tiros terem começado o futuro seria sempre melhor”.
“Um homem pertence ao sítio que lhe dá de comer a não ser que tenha um coração ingrato”.
“Os estudos são a melhor enxada para lavrar a vida”.
“Não há barro que não se consiga moldar quando está fresco”.
“Um branco com uma arma é um racista que não abdica de seus direitos, um elemento menos evoluído que tem medo de perder as suas regalias”.
“Quem tem uma boa família não tem nada a temer no mundo”.
“Acompanha com bom e serás melhor”.
“Quem não luta pela sua terra não merece respeito algum”.
“Nada nem ninguém obriga mais do que a fome”.
“As pessoas quanto mais sozinhas mais medo têm”.
“Esta terra não nos pertence enquanto não lhe conhecermos o coração, enquanto não lhe conhecermos o coração esta terra não guardará as nossas marcas nem reconhecerá os nossos passos”.
“Vivemos na certeza de que as terras não morrem, vivemos na certeza de que a terra onde enterramos os nossos mortos será nossa para sempre e que também nunca faltará aos nossos filhos a terra onde os fizemos nascer, vivemos nessa certeza porque nunca pensamos que a terra pode morrer-nos”.
“O sol pode cegar-te mas não te importes, se lhe voltas as costas a tua sombra esconde o que procuras”.
“O amor é o único jogo em que só é preciso sorte”.
“Passamos a odiar alguém de um momento para o outro, não é só nos nossos pensamentos que não mandamos, também não mandamos no que sentimos”.
“As coisas que morrem, não se devem tocar”.
Texto e Imagem: Google 
📚 Biblioteca Pessoal 

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